SAÚDE CORPOMENTE

Este Blog tem como foco principal, divulgar as nossas atividades, apresentar textos reflexivos que eliciem recursos como Qualidade de Vida, Prevenção de doenças, Estética e Beleza; Boas Notícias, que ajudem o nosso crescimento pessoal e profissional... Boa Viagem !!! Tomara que gostem !!!





terça-feira, 27 de dezembro de 2011

AME-SE - Mike Martins Trainer PNL . Este texto é meu presente para 2012. Tomara que gostem !!

 

Ame-se

É tanta informação e tão pouco espaço para criar nosso próprio estilo de vida, de corpo, de pensamento… Essa paisagem dificulta a tarefa de reconhecer o comportamento e a rotina que não estão em revistas ou seriados da TV, de enxergar a beleza que não está refletida nas imagens ditadoras da estética impossível, de amar o que a gente é. Vivemos na era da baixa autoestima que usa o consumo como pílula de farinha.
Aqui, estudiosos de corpo, mente, alma e sociedade sugerem caminhos para transcender esses percalços e chegar ao seu amor.



Mas o que é autoestima?
Marcos Rojo


Temos problemas com a autoestima porque não sabemos bem o que é isso. Não é uma questão de vestir uma camiseta escrita “eu me amo”, como já cansei de ver por aí, e achar que estamos bem conosco mesmos.

A mídia gera um conceito equivocado do que seja autoestima. Grande parte da população confunde autoestima com vaidade. Algumas pessoas dizem que aumentam sua autoestima quando são elogiadas com relação à estética.
Mas vai além disso. Imagine que você ao sair de casa encontra uma pessoa muito querida e só tem dez minutos para conversar com ela. Como são esses dez minutos? Passam rápido ou devagar? Por outro lado, imagine que você, ao sair de casa, encontra aquele que denominamos o chato do bairro.

Em geral este é aquele que só fala de si e dos seus problemas. Como são os dez minutos que você acaba passando com ele? Passam rápido ou devagar?

Agora eu pergunto: Como são os dez minutos que você passa consigo mesmo na sua prática de meditação? Passam rápido ou devagar?

Quando gostamos de uma pessoa, não vemos o tempo passar quando estamos com ela.

Não se culpe caso não tenha paciência para ficar consigo mesmo por dez minutos, isso pode ser trabalhado com a prática de Yoga. O Yoga estimula esse constante diálogo entre o corpo e a mente. O Yoga é uma forma de você cuidar de si mesmo com muito carinho.

Para que alguém goste de alguém, é preciso demonstrar cuidado, atenção e promover o bem-estar no outro, e isso não é diferente conosco.

Se eu poderia indicar alguma prática específica para nutrir o nosso amor próprio? Desculpe, não sou a favor de dividir a prática em benefícios específicos. Minha sugestão para melhorar a autoestima é praticar Yoga.
Marcos Rojo é Ph.D em Ciências do Yoga, professor da USP e de seu espaço em São Paulo. www.marcosrojo.com.br



Autocompaixão é o caminho
Kelly Mcgonigal

Uma das mensagens de um dos textos seminais de Yoga, o Yoga Sutra de Patañjali, é que a autotransformação não acontece de um dia para o outro, mas você pode superar padrões negativos dando um passo de cada vez. Se você é gentil consigo mesmo e aceita as suas fraquezas com compaixão, pode mudar sua vida para melhor. Kristin Neff, professora da Universidade do Texas, é uma das maiores pesquisadoras do mundo sobre o assunto. Suas novas pesquisas científicas dão crédito a essa sabedoria ancestral e mostram que, se for para fazer uma mudança, a autocompaixão é a sua maior fonte de força. Então, se você quer mudar um comportamento (como comer demais ou perder a paciência com os filhos) e se comprometer com uma atitude positiva (como meditar todos os dias), a melhor abordagem é cultivar a compaixão e tocar em seu poder de maneira que consiga construir uma vida melhor. “Ter autocompaixão vai além da autoaceitação. Tem um elemento ativo de se cuidar, de querer o melhor para si”, explica Neff.
Se ser duro consigo é contraprodutivo, por que você faz isso?

Um princípio fundamental do Yoga é que, no fundo, você já é perfeito. Patañjali diz que a mente é como um diamante. “Com o passar dos anos, o brilhante vai se cobrindo de pensamentos e experiências que temos e perdemos contato com esse brilho interior – a luz do Eu interior”, explica a professora norte-americana Kate Holcombe, uma das mais reconhecidas alunas do mestre indiano T. K. V. Desikachar. Yoga é o processo de limpar a mente e qualquer coisa que obstrua a luz interior, que é a sua parte que não precisa ser consertada, controlada ou aperfeiçoada. Quando você pensa em mudar um padrão que não lhe serve mais (limpar a poeira da mente que bloqueia o seu Eu), a prática o ajuda a ver seu comportamento negativo de um ponto de vista mais compassivo.

Há uma forte crença de que precisamos de autocrítica para nos motivar. Isso, diz Neff, reflete um engano fundamental sobre o que é a autocompaixão. Ser gentil e se dar apoio enquanto confronta fraquezas pessoais e desafios traz melhores resultados do que tentar se motivar com raiva ou rejeição. Em um conjunto de cinco estudos que ela e colegas publicaram no Journal of Personality and Social Psychology em 2007, os participantes tiveram de falar sobre fraquezas reais, lembradas e imaginadas. Em todos os cenários, os participantes que colocaram um grau elevado na escala de autocompaixão de Neff ficaram menos chateados pelas falhas e menos propensos a se tornar obsessivos por elas. Também eram menos defensivos e mais abertos a assumir a responsabilidade pelos resultados.

A pesquisa ainda revelou que pessoas duras consigo mesmas são menos positivas após um contratempo e mais vulneráveis à ansiedade e à depressão. Quando você é autocrítico, trata-se de um jeito que nunca trataria alguém que ama: punindo-se por qualquer imperfeição e desanimando-se por não conseguir o que quer.

A autocompaixão oferece o ambiente de apoio emocional necessário para a mudança. Ela diz que sem a culpa e a falta de autoconfiança, você consegue se ver mais claramente, fazer escolhas conscientes e dar os passos adequados para o momento.

Enquanto o objetivo final do Yoga é viver em sua verdadeira natureza, que é livre de sofrimento, chegar a esse ponto é – como Patañjali indica – uma longa jornada.

A Bhagavad Gita, uma das mais importantes escrituras sagradas do Yoga, ensina como manter-se fiel à sua resolução mesmo quando seus esforços são menos do que perfeitos. Arjuna, o personagem principal, é tomado por culpa e confusão às vésperas de uma batalha e chama o deus Krishna. No diálogo épico que segue, Krishna diz a Arjuna que ele pode recuperar sua autoconfiança ao fazer o que tem de ser feito. Ele diz: “Ações nascidas da natureza de alguém, mesmo quando contêm falhas, não devem ser rejeitadas. Todos os empreendimentos são cobertos por alguma falha, assim como o fogo é coberto por fumaça”.

A mensagem é que quando você se dedica às ações que faz, você é naturalmente mais tolerante às imperfeições. A compaixão, nesse contexto, não é só uma estratégia psicológica, mas um resultado natural de lutar para conhecer o seu Eu superior.

Como Holcombe diz: “Cada um de nós possui uma fonte interna de sabedoria e força, um lugar de paz profunda e alívio, alegria e luz. Quando estamos conectados com esse lugar, não há dúvidas. Sabemos de nossa essência, quem somos e o que fazer”. O Yoga o ajuda a chegar lá. E ser gentil com você mesmo também.
De olhos abertos ou fechados, comece a lembrar de momentos em que você sentiu amor em sua vida: veja o que você viu... escute o que você escutou... sinta o que você sentiu. Perceba como você se sente em reviver esses momentos no presente. Quando estiver sentindo o que é amor para você, faça um movimento com o corpo. Repita a prática quantas vezes desejar, com a mesma memória ou com outras, lembrando sempre, automaticamente, de fazer o mesmo movimento com o corpo.
Na próxima vez que quiser sentir o amor, movimente o seu corpo na posição que simboliza amor para você.

A mente não sabe a diferença da realidade para a imaginação. O que você pensa, você sente.

0 comentários:

Postar um comentário